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Agroindústrias familiares geram renda em Minas Gerais

No Triângulo Mineiro, dezenas de agroindústrias produzem queijos, doces.

No Triângulo Mineiro, dezenas de agroindústrias produzem queijos, doces, quitandas

No Triângulo Mineiro, dezenas de agroindústrias produzem queijos, doces, quitandas (foto: Emater-MG)

Queijos, doce de leite, compotas, goiabada, rapadura, farinha, mel, quitandas. Produtos de dar água na boca e que fazem parte da tradição da culinária mineira. No interior do estado, as agroindústrias familiares estão em todas as regiões, gerando renda para os produtores e agradando o paladar de quem adquire estas delícias do campo. Atualmente, 660 agroindústrias familiares do Estado contam com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). São mais de 3 mil agricultores familiares beneficiados que investem na agroindustrialização de alimentos.

O trabalho dos técnicos da empresa vai desde a orientação na construção de unidades de processamento de alimentos, conforme as exigências da inspeção e habilitação sanitárias, até capacitações, organização e comercialização. O objetivo é qualificar o trabalho das famílias rurais e agregar valor aos produtos.

A unidade regional da Emater-MG em Uberlândia, que abrange 21 municípios do Triângulo Mineiro, é um exemplo desse trabalho. Os números mostram que as ações para disseminar boas práticas agropecuárias e de fabricação, visando a inserção, manutenção e conquista de mercados, estão encontrando um terreno fértil nesta parte de Minas e crescendo mais. Em toda a regional, são 36 estabelecimentos rurais legalizados ou em processo de legalização

Só em Uberlândia são 11 fábricas de lácteos (queijo Minas Artesanal, queijo frescal, frescal de búfala, muçarela de trança, requeijão e doce de leite). A lista das agroindústrias familiares do município inclui ainda, uma fábrica de quitandas, uma de polpa de fruta (tamarindo) e uma de filé de tilápia. Os municípios de Araguari, Monte Carmelo, Estrela do Sul, Santa Vitória, Monte Alegre de Minas e de Prata também se destacam na atividade com uma produção variada: queijos, pimenta, mandioca congelada, rapadura, farinha, linguiça e quitandas.

A Lei 19.476 de 11/01/2011 que dispõe sobre a habilitação sanitária de estabelecimento agroindustrial rural de pequeno porte no Estado, foi a grande impulsionadora da expansão dessas atividades. “Essa lei beneficiou muitos produtores que tiveram oportunidade de tirar seus produtos da informalidade e conquistar mais mercados, obtendo melhores preços e com isso ganhando mais dinheiro” afirma a extensionista de bem-estar social da regional Uberlândia, Áurea Maria dos Santos Mundim.

De acordo com a lei, todo estabelecimento agroindustrial de pequeno porte que trabalha com produtos de origem animal deverá se habilitar junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura. Já as unidades que trabalham com o processamento de produtos de origem vegetal terão o controle da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio das vigilâncias sanitárias.

Uma oportunidade de comercialização, segundo a bem-estar social, é a possibilidade de vender os produtos no mercado institucional, como no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Afinal, “são produtos de qualidade, sem adição de conservantes químicos, que ganharam novos rótulos e embalagens e tiveram seus processos de produção melhorados, como preconiza a legislação”, defende a extensionista.

Quitandas aumentam renda

As quitandeiras da comunidade Campo Brasil, em Uberlândia mostram que com a ajuda da Emater-MG se adequaram às determinações da vigilância sanitária municipal, instituindo melhorias no processamento das quitandas Segredos da Roça e no local de fabricação. O grupo, formado por seis mulheres que participam da produção diretamente e outras duas eventualmente, fabrica e comercializa pão de queijo, broa doce e salgada, biscoito de polvilho, inhoque doce, rosca, bolacha e pão de forma integral, entre outros produtos.

Na ativa há quatro ano, o grupo, organizado pela Associação Clube das Mães, comercializa para as famílias vizinhas, atende demandas das empresas, participa de feiras e ainda faz vendas a varejo na cidade. Com possibilidade de comercializar na feira do produtor rural, realizada quinzenalmente em Uberlândia, as quitandeiras já estão providenciando documentos para fornecer também para o PNAE e PAA. “São famílias que já comercializam na Ceasa, em Uberlândia, os produtos in natura, usados nas receitas. Agora elas estão encontrando nas quitandas outra fonte de renda familiar”, ressalta o gerente regional da Emater-MG, Gilberto Carlos de Freitas.

A líder das mulheres quitandeiras de Segredos da Roça, a agricultora Maria Aparecida dos Santos, confirma as palavras do gerente da Emater-MG ao testemunhar a melhora na renda das mulheres do grupo. “Estamos vendendo as quitandas e outros produtos da roça, como ovos, polvilho, leite e queijo, que usamos nas receitas. Ter o nosso próprio dinheiro, sem depender do marido para pequenas coisas, nos faz sentir valorizadas. Sonhamos em crescer mais para investir também na melhoria da nossa casa e do sítio, comprando mais gado”.

Da Emater-MG

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