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Extrema

ANA apresenta nova proposta para redução de captação de água em MG

Usuários poderão escolher entre reduzir captação ou suspender consumo.

Do G1

A Agência Nacional das Águas (MG) informou nesta quarta-feira (19) em Extrema, no Sul de Minas, que irá prorrogar o prazo para receber novas propostas para a definição de regras de captação e consumo de água nos rios Jaguari e Camanducaia, que cortam o Sul de Minas e ajudam a abastecer o Sistema Cantareira, em São Paulo. Durante o encontro, o órgão apresentou propostas mais flexíveis em relação às anteriores. Segundo a agência, o prazo para que novas contribuições sejam feitas e o assunto possa ser discutido entre os setores da sociedade vai até o dia 1º de dezembro. Anteriormente havia sido definido durante a reunião um novo prazo até o dia 28 de novembro, mas a agência decidiu por adiar por mais três dias.

“Nossa expectativa é de que a resolução entre em vigor até a segunda quinzena de dezembro”, disse ao G1 o superintendente adjunto de regulação da ANA, Patrick Thomas.

Conforme o representante da agência, para que não falte água, todos os setores da sociedade terão que reduzir o consumo caso o nível dos rios fique em estado crítico. Nesta quarta-feira, a ANA apresentou novas propostas para a implantação das medidas restritivas de captação. Caso seja necessário, o usuário terá duas opções: ou ele reduz o nível diário captado ou suspende a captação por um determinado período do dia. A nova medida é mais flexível que a proposta apresentada anteriormente pelo órgão, que dizia que em caso de estado crítico, os usuários teriam que reduzir o consumo e também suspender a captação.

Ainda conforme a nova proposta, para o consumo humano, as concessionárias responsáveis pela captação de água teriam que reduzir a captação em 20% ou então suspender o serviço entre 18h e 23h. Já as indústrias, teriam que reduzir a captação em 30% ou suspender entre 7h e 13h. Os produtores rurais também teriam que reduzir em 30% a captação ou suspender o uso da água entre 12h e 18h. Ainda conforme a agência, para que a medida fosse aplicada, as concessionárias e os produtores rurais seriam fiscalizados e teriam que comprovar a medição. Somente os aquicultores estariam fora das medidas restritivas.

Atualmente, a vazão do Rio Jaguari está em 4,64 metros cúbicos por segundo na região de Extrema (MG), o que deixa o rio em estado de alerta. A vazão normal do rio neste período do ano seria de 32 metros cúbicos por segundo, segundo o CBH dos Rios Piracicaba-Jaguari. Para a ANA, o nível do rio passaria para o estado crítico caso chegasse a 2,52 metros cúbicos por segundo.

O secretário-executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba-Jaguari, Sidney da Rosa, disse ser contrário às medidas restritivas de captação nos rios da região.

“Nós ouvimos todos os segmentos, indústrias, produtores rurais, usuários das bacias e vamos falar para a ANA o porquê de não queremos que essas medidas de restrição sejam aplicadas em nossa bacia. Queremos mostrar que investimentos na preservação da bacia e a revisão no contrato de outorga da água vão surtir maior efeito que as medidas de restrição”, disse o secretário.

Até agora, foram realizadas no Sul de Minas três reuniões para discutir as medidas restritivas de captação no Rio Jaguari e no Rio Camanducaia. Segundo a ANA, ao todo, 153 propostas foram recebidas.

 

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