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Aplicativo oferece passeio virtual em Belo Horizonte de 1911

Passeio virtual permite ao usuário conhecer a capital mineira de 1911, andar de bondinho, de carruagem, visitar edifícios antigos, descobrir as primeiras lojas e indústrias da cidade

Do Sulminas146

Desenvolvido no âmbito do programa Pró-Memória da Câmara Municipal de Belo Horizonte, o software convida o internauta a percorrer as ruas da capital no início do século XX. Em plataforma 3D, o aplicativo “Passeio Virtual Belo Horizonte 1911” reconstrói grandes cenários da cidade, permitindo ao usuário caminhar desde a Praça da Estação, passando pela antiga Praça da República (Praça Afonso Arinos), até chegar à Praça da Liberdade.

O lançamento do material será no próximo dia 13/11 (quinta-feira), às 10h, no Plenário Amynthas de Barros. A partir dessa data, o aplicativo ficará disponível para baixar no portal da Câmara.

Como era a paisagem da recém-construída capital mineira? O que mudou daquela pacata cidade para a nossa BH mais de 100 anos depois? O novo aplicativo recria aquele cenário trazendo algumas curiosidades e informações históricas durante o percurso. Desenvolvido com ferramentas de interatividade, o software oferece ao usuário diversas possibilidades: ir a pé, pegar o bondinho, andar de carruagem, visitar edifícios, passar por diferentes ruas traçando seu próprio caminho.

Coreto da Praça da Liberdade da época (foto: reprodução)

Coreto da Praça da Liberdade da época (foto: reprodução)

Diretor de arte do projeto, Rafael Guimarães explica que o grande desafio foi recriar a cidade a partir de informações documentais tão diversas. “Fomos trabalhando por etapas. Inicialmente, tivemos acesso a fotografias da época, por meio de parcerias com o Arquivo Público Mineiro, o Arquivo da Cidade, o Museu Histórico Abílio Barreto e outras instituições. Esse acervo, associado à bibliografia existente e a algumas plantas originais encontradas pela equipe de pesquisa, possibilitou a construção dos três grandes cenários”, completou.

O aplicativo recriou a Praça da Estação, que era a porta de entrada da cidade, em torno da qual surgiram as primeiras lojas e indústrias; a Praça da República, na subida da Rua da Bahia, onde se instalaram a Faculdade de Direito e a Câmara dos Deputados, e a Praça da Liberdade, ainda com ares de cidade do interior, onde o visitante poderá conhecer algumas lideranças políticas da época.

A ferramenta foi desenvolvida, inicialmente, para instalação e navegação em computadores domésticos, usuários do sistema operacional Windows. Guimarães explica que, em razão do tamanho do aplicativo, ainda não é possível disponibilizá-lo para tablets e celulares, mas há perspectiva para uma nova versão futuramente.

Pró-Memória

Criado em 2007, o programa Pró-Memória lançou seu primeiro produto ao final de 2010, após quase quatro anos de pesquisa sobre a história da mudança da capital mineira de Ouro Preto para Belo Horizonte. “Ciclones e Macaréus – O Parlamento na História de Belo Horizonte” recupera o processo de planejamento e organização da nova sede do governo de Minas Gerais, no período entre 1891 e 1899, na perspectiva do debate parlamentar.

A equipe do programa está em fase de pesquisa para o lançamento do segundo livro e para desenvolvimento de um acervo digital que irá contar a trajetória da Câmara Municipal e do antigo Conselho Deliberativo desde 1900, reunindo projetos, emendas e discursos parlamentares.

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