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Após mortos 'votarem', caravana da Justiça vai a cidade do Sul de Minas

Levantamento feito pelo TRE apontou irregularidades no município. Em amostragem feita com 221 eleitores inscritos, oito já estavam mortos.

Do G1

A caravana do Tribunal Regional Eleitoral está em São Bento Abade, no Sul de Minas, para fazer o cadastramento digital dos eleitores. O procedimento está sendo realizado na cidade porque a Justiça Eleitoral descobriu que oito inscritos para votar estão mortos.

A irregularidade foi apontada em um levantamento feito em 2011 na cidade, quando uma pesquisa foi feita para confirmar o endereço dos eleitores. Na ocasião, foram analisadas 221 pessoas. Desse número, 40% estavam irregulares e oito dos eleitores já estavam mortos.

Agora o recadastramento está sendo feito para garantir a legitimidade dos votantes. O procedimento é obrigatório para todos os eleitores e a caranava fica na cidade até o dia 7 de março, como explicou o Chefe do Cartório Eleitoral de Três Corações, Leandro Garcia.

“Nós estaremos funcionando das 8h às 17h, de segunda a sábado. O comparecimento é obrigatório, mesmo para aqueles eleitores que não mais são obrigados a votar”, diz Leandro.

José Ferreira de Mendonça, de 87 anos, é morador de São Bento Abade há 30 anos. Ele foi um dos primeiros a chegar para fazer o recadastramento biométrico eleitoral, e faz questão de participar da modernização do sistema para ajudar na transparência das eleições.

“Precisava mesmo desse cadastramento aqui, porque na eleição passada, segundo ouvimos falar, até os mortos votaram”, comentou o aposentado.

Moradores de São Bento Abade (MG) fazem fila para fazer o recadastramento obrigatório do TRE (Foto: Reprodução EPTV)

Moradores de São Bento Abade (MG) fazem fila para fazer o recadastramento obrigatório do TRE (Foto: Reprodução EPTV)

Já a costureira Ilma Cândida de Jesus Maciel foi surpreendida quando a Justiça Eleitoral comunicou que a sogra, já falecida, havia votado na última eleição. “Eu fiquei muito assustada. Achei um absurdo”, afirmou a moradora.

O título de eleitor devia ter sido cancelado assim que o atestado de óbito foi emitido, como explica o Chefe do Cartório. “Mês a mês, o Cartório de Pessoas Naturais nos informa de todos os óbitos. Nós fazemos o lançamento no sistema e consequentemente cancelamos os títulos”, afirmou Leandro.

Para o motorista Amarildo Machado Pereira, apesar de todos os esforços da Justiça, nem o recadastramento vai impedir as fraudes.

“O recadastramento é bom e necessário. Tem que ser assim, porque não tem como uma pessoa de fora decidir por nós. Então quem tem que decidir por nossa cidade somos nós mesmos”, conclui Amarildo.

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