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Cidades do Sul de Minas tentam acordo para reduzir consumo de água

Agência reguladora propôs medidas de restrição para região do Rio Jaguari. Empresários e agricultores temem que racionamento prejudique produção.

Do G1

Novas regras para captação e consumo de água nos rios Jaguari e Camanducaia, no Sul de Minas, devem entrar em vigor até o final do mês. Depois de reuniões com agricultores e empresários, a porção Minas Gerais do Comitê da Bacia Hidrográfica Piracicaba-Jaguari enviou nesta segunda-feira (13) para a Agência Nacional de Águas (ANA) uma contraproposta às restrições de uso apresentadas pelo órgão no dia 2 de outubro para as cidades Extrema (MG), Camanducaia (MG), Itapeva (MG), Toledo (MG) e Sapucaí-Mirim (MG). A região agora aguarda a finalização do acordo para definir qual trabalho será realizado para estimular na economia de água.

Entre os dias 2 e 10 de outubro, reuniões foram realizadas em Extrema e Camanducaia para discutir medidas de racionamento na região. No primeiro encontro, a agência federal apresentou suas propostas. Nos dias 9 e 10, o comitê da bacia se reuniu com empresários, agricultores, a concessionária de abastecimento Copasa e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

Proposta de redução no consumo de água foi discutida em três reuniões realizadas entre os dias 2 e 10 de outubro (Foto: Daniela Ayres/ G1)

Proposta de redução no consumo de água foi discutida em três reuniões realizadas entre os dias 2 e 10 de outubro (Foto: Daniela Ayres/ G1)

Caso o nível do Rio Jaguari, no ponto em que se encontra com o Rio Camanducaia, chegue a um estado considerado crítico, a ANA sugere que as cidades mineiras que o alimentam com suas nascentes e afluentes restrinjam a captação. Inicialmente, havia a previsão de que a retirada de água fosse suspensa em determinados períodos do dia, além da redução no volume a que cada setor da economia teria direito para captar.Segundo o comitê da bacia, a agência já voltou atrás em um dos itens da proposta e não deve exigir a supensão. Agora, representantes das cidades propõem reduções menores nos percentuais de captação e um limite mais baixo no volume de vazão do rio para que as medidas restritivas comecem a ser implementadas. A preocupação é que o racionamento não prejudique o trabalho nas indústrias e nas lavouras ou mesmo o abastecimento das casas.

Se a proposta da agência federal entrasse em vigor nesta terça-feira (14), as cidades já estariam à beira de um racionamento. O volume de vazão do Rio Jaguari está em 2,59 metros cúbico, enquando a vazão de 2,52 metros cúbicos indicada pela ANA é o ponto crítico para início do racionamento.

Preservar o Rio Jaguari é vital para o Sistema Cantareira, no Estado de São Paulo. Cerca de 56% do volume de água que abastece mais de 14 milhões pessoas pelo sistema saem do Sul de Minas. Os rios Jaguari e Camanducaia e seus afluentes nascem em Camanducaia, Itapeva, Toledo e Sapucaí-Mirim e se juntam em Extrema antes de entrarem no estado de São Paulo. Parte dessa água segue ainda para a Bacia Piracicaba-Capivari-Jundiaí, que garante o abastecimento na região de Campinas (SP).

2 comentários

  1. Em 2014, choveu em Passa Quatro apenas um terço dos anos anteriores - Sulminas 146

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  2. Moradores de Passa Quatro se mobilizam em rede social para salvar o Rio da cidade - Sulminas 146

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