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Durante gerações, família do Sul de Minas mantém viva a arte tecelã

Família de Seritinga, no Sul de Minas, como em outras cidades, mantém há décadas a arte tecelã, passada de geração para geração.

Por Rogéria Carvalho
Para o Sulminas146

Gerações: Dona Maria (esquerda) e Arlete 20 anos depois na mesma roca e tear

Gerações: Dona Maria (esquerda) e Arlete, 20 anos depois na mesma roca e tear (foto: Rogéria Carvalho)

O que sabemos nós do tempo? Implacável, ele pode nos revelar o que de mais precioso existe: a arte. Aprendizado, reflexão, acúmulo de experiências e o pensar e repensar de tantos modos de vida. Mas é também a experiência do criar, do desenvolver, onde o saber e o fazer se entrelaçam, se tornam fruto de vidas e experiências.

Uma geração começa, outra segue, e, dentro dessa eterna passagem, sempre há o somar de ideias, de inspirações, de novas formas de uma antiga tradição, que jamais deixará de existir.

O tempo, aqui vê nascer uma geração que faz o renascer e o revitalizar de uma arte à beira da extinção, o velho e o novo se unindo para não permitir que algo tão caro à cultura local simplesmente desapareça e se torne apenas memória distante.

O novo faz com que o velho ganhe força, denodo, viva mais e mais dentro de cada momento, acrescentando um olhar de encanto a tal longeva beleza. No correr dos tempos, mais encanto, mais brilho, mais arte.

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O tempo é aprendizado contínuo, com as gerações fazendo sua parte não somente de perpetuar, mas contribuir com ideias novas, no fazer a sobrevivência da arte sob um novo elemento.

E assim segue contínuo o tempo, transformando, movendo, no fazer da dinâmica das coisas, das pessoas, das artes; o tempo é o senhor do criativo, pois nada pode ser considerado perene a ponto de não ser repensado, não ser relido, não originar novas maneiras de se ver o que já existe, pois, do simples, do óbvio, o tempo arranca segredos; as gerações são, mais do que tudo, fazedoras de sua própria arte, mais bela e cada vez mais encantadora.

Faço aqui minha homenagem a essa arte de tecelãs. Herdada por minha avó Maria José de Carvalho e hoje levada adiante pelas queridas tia Arlete Balbino, Maria de Fátima Silva e minha mãe, Maria Nilza Carvalho.

Os instrumentos usados: tear, rocas e outros são centenários e carregam com eles marcas que nunca se apagarão!

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