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Emprego no interior está em alta com o agronegócio

Em maio, Boa Esperança, no Sul de Minas, ficou em primeiro lugar na geração de emprego – com 589 postos formais, seguida por Alfenas (504).

Em expansão. O café é um dos principais responsáveis pela geração de empregos formais em Alfenas

Em expansão. O café é um dos principais responsáveis pela geração de empregos formais em Alfenas (foto: divulgação)

O engenheiro de produção Rodrigo Moreira, natural de Montes Claros, no Norte de Minas, morou em Belo Horizonte durante oito anos para estudar e trabalhar. Desde 2012, ele passou por várias cidades no interior do Estado – Poços de Caldas, Ipatinga e Pouso Alegre – onde encontrou boas opções de emprego. Agora, há dois meses, retornou para sua cidade natal para ocupar uma vaga em uma multinacional de telecomunicações.

Moreira defende que, ainda mais em tempos de empregos escassos, o trabalhador tem que ir para onde o emprego está. “Nunca foi meu objetivo ir para o interior, a questão foram as oportunidades. O mercado das capitais, em muitos setores, está saturado. Além disso, o interior oferece qualidade de vida”, diz o engenheiro.

E os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), confirmam a análise de Moreira. Enquanto a capital mineira em maio ocupou a última posição no desempenho do emprego entre os municípios com mais de 30 mil habitantes do Estado – com saldo negativo de 9.260 postos –, cidades onde o agronegócio é responsável por boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) tiveram crescimento das vagas, mesmo em meio à crise.

“Historicamente, a colheita do café, que vai de maio a setembro, gera emprego. Aliás, a sua produção está presente em quase 600 municípios do Estado”, observa o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Breno Mesquita. Ele destaca, porém, que uma coisa puxa outra. Se a economia é aquecida pelo agronegócio com geração de empregos, outros setores acabam se beneficiando, como comércio e serviços.

Em maio, Boa Esperança, no Sul de Minas, ficou em primeiro lugar na geração de vagas – com 589 postos formais, seguida por Alfenas (504). “Nosso município é expressivo produtor de café e grãos, o que garante geração de emprego durante o ano todo, haja vista a sazonalidade dessas culturas”, diz o secretário municipal de Governo, Roberto José Resende.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Alfenas, Fausto Costa, também aponta a produção de café como responsável pelo bom resultado na criação de vagas, que também foi positivo no acumulado do ano até maio, com 919 vagas abertas.

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A commodity também ajudou na geração de vagas em Machado, segundo o secretário municipal de Governo e Planejamento, Fausto Bahia. “O carro-chefe da nossa economia é o café”, frisou. Para ele, a construção do distrito industrial, que está na fase de terraplenagem, e a contratação de terceirizados para os serviços de limpeza na cidade também ajudaram no resultado. Outra cidade beneficiada pelo agronegócio é Patos de Minas, que ficou em 6º lugar no desempenho do emprego, com saldo de 338 postos de trabalho em maio , e de 873 no ano até o referido mês.

“A atividade é responsável por 50% a 60% do nosso PIB. Somos o segundo maior produtor de leite do país. Temos também produção de soja, gado de corte e suínos,”, ressaltou o prefeito Pedro Lucas Rodrigues (PSD). Para ele, apesar da crise, Patos de Minas vive um bom momento de geração de postos de trabalho. “Recentemente foi inaugurado um grande hotel na cidade, e mais três estão em construção”, diz Rodrigues.

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