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Comércios alimentícios de Passa Quatro precisam atender melhor o consumidor

Cidade turística tem deficiência no atendimento nos pontos comerciais alimentícios.

Por Petterson Rodrigues
Para o Jornal da Serra

Os encantos de Passa Quatro, no Sul de Minas, são reconhecidos pelos seus moradores e por muitos turistas que visitam a cidade que fica na Serra da Mantiqueira. Montanhas, belas paisagens, cachoeiras, passeio da Maria Fumaça e muita tranquilidade são algumas das riquezas reconhecidas por quem vive e passa por este local.

A variedade da culinária nos estabelecimentos comerciais também costuma ser outro atrativo, tendo como tradicional evento o Festival Gastronômico, que deve ter em 2015 sua sétima edição. Além da já conhecida comida mineira, é possível apreciar comida japonesa, italiana e árabe, várias opções de pizzas, lanches e aperitivos.

Porém, na hora que o assunto é o atendimento, há uma dificuldade enorme em tratar o consumidor de maneira satisfatória e com qualidade. Sem generalizar, porque há sim pontos comerciais com atendimento de qualidade, esta abordagem tem como principal objetivo alertar e mostrar de que há algo errado e de que é possível melhorar.

Para que Passa Quatro realmente almeje um ganho econômico mais sustentável com o turismo, se faz necessário melhorar a qualificação de mão de obra e dos estabelecimentos comerciais no ramo alimentício.

Experiências vividas recentemente por quem escreve este texto são exemplos de que o turista levará uma imagem diferente da que ele leva dos recursos naturais da cidade.

O intuito não é a critica pela crítica, mas refletir em onde se pode melhorar quando o assunto é o atendimento ao consumidor e ao turista. Desta forma, não haverá citação neste texto dos estabelecimentos que as situações abaixo foram vividas.

Cidade turística tem deficiência no atendimento (foto: divulgação)

Cidade turística tem deficiência no atendimento (foto: divulgação)

Em novembro, durante visita a Passa Quatro, ao encontrar amigos em um restaurante recente inaugurado no centro da cidade, começamos tomando uma marca de cerveja. Após sermos avisados de que a tal marca acabara, mudamos para uma segunda marca, mas logo também acabou e fomos para uma terceira. Poucos minutos depois, funcionários da casa anunciavam que a cerveja acabou. Era cerca de 1h30 da madrugada. Para finalizar, a conta estava errada, e para menos, o que demonstra total vulnerabilidade do local.

Acabar “algo” nos pontos comerciais da cidade é comum. E não se toma cuidado para que o fato de faltar algo hoje seja um indicador para que não se deixe faltar o mesmo item da próxima vez. Acontece sempre, sem ação corretiva. Manter itens no cardápio que não são servidos mais, também é algo que se encontra em mais de um estabelecimento.

Em outro ponto da cidade, é muito comum, após as 23 horas, faltar isso ou aquilo. Os funcionários, e até mesmo o proprietário, tratam a situação com naturalidade, sem incomodo. No fim, conta errada, com cobrança de itens que foram pedidos mas não foram servidos. Não se observa má fé na situação vivida, mas descontrole mesmo. Uma diferença de quase R$ 20,00.

Numa outra visita a Passa Quatro, ao sentar para comer um lanche, pedimos cerveja, mas não tinha. “Não deu tempo de comprar”, me disse o garçom. Como assim não deu tempo de comprar? Ao ouvir a conversa minha com o garçom, a proprietária imediatamente interveio e se ofereceu para buscar em um estabelecimento para nos servir. Já estávamos levantando para ir embora pela falta de cerveja, mas ela resolveu, de forme pitoresca, mas resolveu. Não é uma ação comum que se vê por aí. E o motoboy que entrega os lanches foi buscar a cerveja.

São vários os problemas no atendimento, desde os casos citados acima até a falta de tato com o turista, padronização, asseio, agilidade e preocupação em fazer de maneira satisfatória. E o que se espera de uma cidade turística é que, ao visitá-la, esqueçamos do mundo, do trabalho, dos problemas e tenhamos tranquilidade. Passa Quatro nos dá isso nas suas belezas naturais e pela hospitalidade do seu povo, porém, falha no atendimento e precisa mudar para alcançar um lugar de mais destaque, como referência turística no Brasil.

Segundo uma pesquisa da empresa norte-americana US News And World Report, especializada em comportamento dos consumidores, aproximadamente 68% dos clientes não voltam ou não continuam a comprar determinado produto ou serviço pelo mal atendimento e pela má qualidade dos serviços prestados.

É preciso, urgentemente, que os empresários da cidade trabalhem e deem atenção ao tema, a ponto de considerar investir em treinamentos aos seus funcionários para que saibam tratar os clientes, e que os mesmos, consequentemente, saiam satisfeitos com o atendimento recebido.

Assim, os colaboradores das organizações devem atuar para encantar os clientes, obtendo um melhor retorno financeiro a todos. Superar as expectativas sempre, esse é o caminho! Lembrando que cliente insatisfeito conta para dez pessoas e as satisfeitas para apenas duas pessoas.

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1 comentário

  1. Eduardo Giachini

    Em Passa-Quatro, ultimamente, anda difícil encontrar estabelecimentos comerciais. Exigir um bom atendimento já é querer demais. Infelizmente, nossa cidade perde feio para Itanhandu quando o assunto é comércio, política, medicina, hospital, etc etc etc. Mas as coisas devem melhorar, afinal o Governo do Estado vai gastar R$ 150 mil com um portal na entrada da cidade, atendendo uma prioridade da nossa prefeitura.