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Carrancas

Fogo destruiu o equivalente a 916 mil campos de futebol em reservas federais

Em 2013, incêndios queimaram 612 mil hectares de unidades de conservação federal. Já em 2012, a área destruída, de 1,126 milhão de hectares

Da Agência Brasil

Pelo menos 916,8 mil hectares de vegetação de áreas em reservas federais, unidades de conservação ambiental, foram consumidos por incêndios desde o começo do ano. Somadas, as 320 áreas federais protegidas existentes totalizam cerca de 75,964 milhões hectares. Um hectare corresponde aproximadamente às medidas de um campo de futebol oficial. O bioma mais afetado é o Cerrado.

Segundo a Coordenação de Emergências Ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o resultado é preliminar e tende a aumentar. Além de boa parte do país continuar sob os efeitos da seca, a avaliação da dimensão dos estragos provocados pelo fogo em parques nacionais como o da Serra dos Órgãos (RJ) e do Cipó (MG) ainda não está concluída.

Apesar de lamentável, o resultado registrado não é considerado atípico se levado em conta os dados dos últimos anos – que confirmam a tese de especialistas na área de que, após um ano em que a área incinerada é menor, se segue um ano com grandes áreas incendiadas. Isso acontece porque a vegetação teve mais tempo para se recompor e, portanto, em tese, há mais biomassa, ou material combustível.

Serra do Papagaio registra nono dia com incêndio (foto: José Alves Neto/facebook)

Sul de Minas teve áreas queimadas, como a Serra do Papagaio (foto: José Alves Neto/facebook)

Em 2013, incêndios queimaram 612 mil hectares de unidades de conservação federal. Já em 2012, a área destruída, de 1,126 milhão de hectares, havia sido quase o dobro. Em 2011, foram 630 mil hectares, contra 1,694 milhão de hectares em 2010.

Como de costume, grande parte da área queimada este ano foi atingida por incêndios que começaram nas últimas semanas, à medida que, em boa parte do país, se aproximava o período usual do fim da estiagem. Isso acontece porque o risco de incêndios aumenta conforme a seca se prolonga, diminuindo a umidade do solo e do ar, ressecando ainda mais a vegetação e contribuindo para elevar as temperaturas.

Em algumas regiões do país, a chuva das últimas horas ajudou a amenizar a seca e diminuir o risco de surgimento de novos focos de incêndio. Na Serra do Cipó, a chuva que começou na noite de domingo (19) foi decisiva para que brigadistas e voluntários conseguissem controlar as chamas que, em 11 dias, destruíram mais de 14 mil hectares do parque nacional e da Área de Preservação Ambiental (APA) Morro da Pedreira, que circunda o parque.

A Agência Brasil não conseguiu obter dados consolidados sobre os prejuízos que os incêndios causaram em unidades de conservação estaduais e municipais.

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1 comentário

  1. Recuperação de Parque da Serra do Cipó, em MG, pode durar até 10 anos - Sulminas 146

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