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Aiuruoca

Guia de turismo há três décadas fala dos encantos da “aldeia” Aiuruoca

Guia Wilson apresenta os pontos turísticos da cidade do Sul de Minas que ele chama carinhosamente de “Aldeia”.

Por Petterson Rodrigues
Do Sul de Minas

Os atrativos de Aiuruoca, no Sul de Minas, já são bastante conhecidos. Vários roteiros de atrativos turísticos naturais, além do belo artesanato e da comida típica mineira, são referências desta pequena cidade da região.

“As diversas cachoeiras como a do Deus me Livre, Cachoeira dos Garcias, Poço das fadas, Poço do Joaquim Bernardo, Prainha, Cachoeira dos Macacos, Cachoeira do Batuque, Cachoeira do Fundo, Cachoeira do Tiziu e o nosso Majestoso Pico do Papagaio que varia de 2100 a 2357 mts de altitude, enfim, só aqui na minha querida e pacata Aiuruoca a qual me refiro carinhosamente como “aldeia”, por ser pequena, simples, humilde e hospitaleira, são muitos os atrativos”, comenta o guia de turismo Wilson Maciel Braga, o Sr. Wilson, como é carinhosamente conhecido.

Wilson (esq) com um turista na Cachoeira do Lage (foto: arquivo pessoal)

Wilson (esq) com um turista na Cachoeira do Lage (foto: Arquivo Pessoal)

Com 29 anos como guia na região, Wilson, destaca também o Vale do Matutu com seus atrativos naturais, bem como os trabalhos dos artesãos locais, além da boa comida, que pode ser conferida, por exemplo, no Restaurante da Tia Iraci no Vale do Matutu e o Restô Kiko & Kika localizado a 1,8 Km da cidade.

Peça de artesão de Aiuruoca (foto: divulgação)

Peça de artesão de Aiuruoca (foto: divulgação)

“Tem um artesão em especial que faz mosaicos com pedaços de pisos, azulejos, cada peça de encher os olhos. Tema uma senhora no Bairro rural da Pedra que ainda ensina a arte do Tear. Os artesanatos são encontrados no próprio Matutu reserva ecológica, na loja Estrela D’água aqui na cidade.”

Para ele, que já atendeu turistas do Brasil todo e também do exterior, como Argentina, Chile, Japão e Romênia, o encanto da cidade está “no turismo ecológico, na sua magia esotérica, no seu misticismo, na religiosidade e fé da Semana Santa que resgata suas tradições das procissões, cantos em latim, na Folia de Reis, onde moradores locais ainda mantém a tradição nos cantos, danças e no significado religioso”, além do carnaval fora de época, que atrai muitos visitantes.

“O primeiro do Brasil desde 1938, onde recebeu o selo da Embratur, acontece a uma semana do oficial. Quando o Monsenhor Nagel,  o pároco  da época, resolveu trazer os seminaristas da diocese de Campanha para fazer um retiro espiritual na época no carnaval oficial para que eles não desistissem de suas vocações religiosas e, naquele tempo, a igreja tinha influência nas pequenas cidades da diocese, e  ficou decidido que se a população quisesse fazer o carnaval teria que ser uma semana antes do oficial,” conta ele sobre a origem das festividades na cidade.

Como se não tivesse fim as qualidades de Aiuruoca na visão do Sr. Wilson, quando a reportagem dá de encerrar o bate papo, ele não deixa escapar as peculiaridades da comida local. “Temos na gastronomia o Resto Kiko & Kika, onde o carro chefe é a truta defumada feita por um francês, o 3º ou 4º da geração que faz a defumação artesanal mantendo textura molhadinha da truta e com leve sabor de defumação. Hoje já está fazendo isso com o Salmão. Temos a tradicional comida mineira no Restaurante da Tia Iraci, no Matutu, no Sabor da Pinga na cidade. Enfim tem que vir conhecer cada canto”.

No Pico do Papagaio (foto: Arquivo Pessoal)

No Pico do Papagaio (foto: Arquivo Pessoal)

Para quem quiser os serviços profissionais do “guia da aldeia” de Aiuruoca e conhecer os encantos da cidade, pode entrar em contato pelo email: [email protected] ou pelo telefone 35 9994 1765, ou 35 3344 1601, na Pousada Ajuru onde eles montam os roteiros.

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