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Impasse entre estado e governo federal atrasa implantação do Samu

Governador diz que estado já cumpriu todos os compromissos para início. Ministério da Saúde diz que recursos só serão repassados após começo

Do G1

Um impasse entre o governo de Minas Gerais e o governo federal está atrasando o início das atividades do Samu Regional, que terá sede em Varginha e vai atender várias cidades do Sul de Minas. Enquanto o governo do estado cobra a liberação de recursos federais para o início da atividade, o governo federal diz que só libera a verba quando o Samu estiver funcionando. Outro problema é que o salário oferecido para médicos plantonistas de pouco mais de R$ 5 mil para um plantão de 24 horas não atraiu o número de médicos necessários para o funcionamento do serviço. Dos 106 profissionais desejados, apenas 40 aderiram.

Em visita ao Sul de Minas, o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, falou sobre a demora na implantação do novo Samu. A previsão era de que o atendimento começasse a funcionar no dia 1º de outubro, mas foi adiado mais duas vezes e agora está sem previsão de início.

Segundo o governador, o estado cumpriu todos os compromissos para a implantação.

“Desde início de outubro que nós anunciamos que estamos preparados para poder implantar o Samu em todo o Sul de Minas. O estado cumpriu rigorosamente os seus compromissos ao longo de muito tempo e investiu mais de R$ 100 milhões para qualificar a rede hospitalar para receber o serviço. Portanto, por parte do estado, estamos aptos e preparados e depende agora por último do governo federal. Acolhida a iniciativa do governo federal, o estado está pronto para a implantação do Samu”, disse o governador.

Impasse dificulta início das atividades do Samu Regional em Varginha (MG) (Foto: Reprodução EPTV)

Impasse dificulta início das atividades do Samu Regional em Varginha (MG) (Foto: Reprodução EPTV)

A estrutura do serviço para o atendimento está pronta e os funcionários treinados. Mas segundo o consórcio que administra o Samu Regional (Cissul), há um atraso de dois meses no repasse de verbas para seis dos hospitais que fazem parte da rede de atendimento, o que seria responsabilidade do governo de Minas, mas é negado pelo governador do estado. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o governo federal só repassa os recursos depois que o Samu estiver em funcionamento.

Outro motivo que atrasa a implantação do Samu é a falta de médicos. Para começar a atender, o Samu precisa de 106 profissionais da Saúde, mas até agora tem apenas 40. De acordo com o presidente do consórcio responsável pela implantação do Samu, João Paulo Ribeiro, um dos principais motivos alegados pela maioria dos médicos que passaram no concurso é que o salário de R$ 5.039 por 24h semanais não é atrativo.

O Secretário de Saúde de Minas Gerais, José Geraldo de Oliveira Prado, recebeu nesta terça-feira (4) em Belo Horizonte (MG), o presidente do Cissul, João Paulo Ribeiro, que é prefeito de Monte Sião (MG). Segundo o presidente do consórcio, o Secretário de Saúde disse que todos os esforços estão sendo tomados para inaugurar o Samu em dezembro. Para isso, o secretário anunciou que haverá um reajuste no salário dos médicos plantonistas.

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