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Jovem skatista de Santa Rita do Sapucaí começa a despontar no esporte

Skatista de 15 anos espera se profissionalizar no esporte.

Por Danlary Tomazino
Do Empório de Notícias

Depois de uma semana com desencontros e muita chuva, saímos a procura da skatista Gabriele, pela vizinhança em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. Para nossa surpresa, todos com quem conversamos do Beco da Creche até a Rua Nova, onde mora, sabiam de quem se tratava. Ao chegar sem aviso em sua residência, encontramos uma família bastante hospitaleira, e uma garota amável, porém, um pouco receosa com a nossa entrevista.

Extremamente tímida e delicada, ela poderia ser mais uma adolescente que, aos 15 anos, divide o tempo entre os estudos, os dedilhados no violão e coisas típicas da idade, não fosse por uma paixão: o skate. Acostumada a praticar atividades esportivas desde pequena, quando estava com 12 anos sua turma da escolinha de futebol, no Alcidão, parou de frequentar os treinos e ela sentiu a necessidade de escolher um novo esporte. “Eu não consigo ficar parada”, disse Gaby, e foi aí que teve a ideia de pedir um skate para a mãe. Na companhia do padrasto, Humberto, também skatista, começou a frequentar a pista na Beira-rio e não parou mais.

A jovem Gabriele espera se profissionalizar no esporte (foto: Empório de Notícia)

A jovem Gabriele espera se profissionalizar no esporte (foto: Empório de Notícia)

De lá para cá, Gaby evoluiu bastante sua técnica e, em junho desse ano, motivada por seu primo Breiner, participou de sua primeira competição, o “Circuito The Point de Skate” na cidade de Cambuí. Ganhou em primeiro lugar na categoria Feminino, onde concorreu com mais três garotas do Sul de Minas.

Aqui na cidade, entre as mulheres, ela é veterana. A prática do skate chegou a Santa Rita em meados dos anos 80 e, desde então, era praticada quase que somente pela ala masculina. Outras garotas já se aventuraram antes, mas todas abandonaram logo. Gaby é a única que continua firme. “Muitas meninas têm vontade de andar, até me pedem para ensinar. Mas todas têm medo de cair, de se machucar. No skate isso é inevitável, tem que ir sem medo”, explica ela que, quando anda, demonstra uma incrível desenvoltura e tranquilidade nas manobras.

Gaby conta também que sofre alguns preconceitos. Muitas pessoas ainda enxergam o esporte como inapropriado para meninas e, frequentemente, é alvo de más línguas. Mas isso não a abate e, com o incentivo da mãe Sidnea e demais familiares, ela afirma que se sente muito bem quando está andando e não pretende parar.

É com determinação que expressa também a vontade de se profissionalizar, o que só não ocorreu ainda, pois, segundo ela, apoio e patrocínio são difíceis de se conseguir na cidade, tanto por parte da prefeitura, como pela falta de uma loja especializada em produtos do ramo que, geralmente, são as responsáveis por auxiliar esportistas do gênero.

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