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Lesionado, gato do mato é capturado no Sul de Minas

Filhote foi encontrado em indústria e encaminhado à PUC para tratamento. Ferido, animal em extinção deve passar por cirurgia em Poços de Caldas.

Artigo por G1
Foto: Reprodução EPTV
Filhote de gato do mato pesa 400 gramas
Filhote de gato do mato pesa 400 gramas

Um filhote de gato do mato foi encontrado em uma indústria de Poços de Caldas, no Sul de Minas, na última semana e está em tratamento no Centro Veterinário da Pontifícia Universidade Católica (PUC) na cidade. O animal está ameaçado de extinção.

“Os cachorros provavelmente espantaram a mãe, ela deve ter fugido, assustada e o filhote ficou. Nós recolhemos ele e pensamos em colocar lá para a mãe busca-la, mas como ela estava machucada, chamamos o Corpo de Bombeiros”, disse o gerente da fábrica onde o bicho foi achado, Marcelo Aldrovandi.

O animalzinho de cerca de 400 gramas, chegou a ser confundido com uma jaguatirica e, após exames, ficou constatado que ele sofreu lesões na coluna e no abdômen, possivelmente causadas por um ataque de cachorro. Agora, o bichinho faz fisioterapia na universidade, mas não poderá ser solto na natureza.

O nome científico do gato do mato é ‘leopardos tigrinus’ e segundo especialistas, o animal silvestre pode não ser devolvido à natureza, já que se acostumou aos cuidados dos seres humanos e não saberia mais se defender do ataque de possíveis predadores, por isso, deverá viver em cativeiro. “Além da medicação a cada 8 horas, é fundamental que ele não sinta dor e responda à fisioterapia”, disseram as estudantes.

Se responder bem à fisioterapia, o gato do mato deve passar por uma cirurgia no abdômen na próxima semana. Se se recuperar bem, ficará aos cuidados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA).

As estudantes do grupo de estudos sobre animais selvagens é que ajudam na reabilitação do filhote, mas esta não é a primeira vez que elas cuidam de um animal selvagem. Outros bichos como um macaco prego, um tucano e um quati já passaram pelo local. A última paciente foi uma coruja, solta na natureza na última passada. “Cada espécie é diferente e exige um tipo de tratamento”, destacou a estudante Marianna Assis.

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