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MG-158, no Sul de Minas, uma tragédia anunciada

Três graves acidentes foram registrados na MG-158 no final de 2014.

Por Paulo Pontes
Do Jornal da Serra

Com a chegada do final de ano, a MG-158, que liga a divisa do estado de São Paulo com as cidades do Sul de Minas, Passa Quatro, Itanhandu e Pouso Alto, torna-se um obstáculo a ser superado pelos motoristas que se aventuram neste trecho relativamente pequeno, mas com inúmeros problemas e acidentes.

Esse belo trecho de estrada com visual único de montanhas e belas paisagens esconde, em cada curva, a morte, pronta pra dar o bote aos mais ousados e desatentos motoristas. Isso mesmo, não estou exagerando, esses 29 quilômetros são um desafio aos que não os conhecem bem. Os motoristas que passam por aqui nessa época são vítimas do descaso de nossos governantes que, mau e porcamente fazem a conservação das rodovias.

MG-158 leva perigo aos motoristas (foto: divulgação)

MG-158 leva perigo aos motoristas (foto: divulgação)

Esse trecho de rodovia não tem uma sinalização adequada, não tem acostamento e muito menos redutores de velocidade nos pontos críticos. O motorista que passa nessa rota à noite tem que se virar para manter-se na pista sinuosa e sem sinalização noturna de qualidade. Aos que já estão acostumados com esse trecho, podem até achar que exageramos nas críticas, mas os que passam nessa rodovia pela primeira vez concordam com o que dizemos.

Os acidentes ocorridos recentemente, foram três, comprovam a deficiência da rodovia. O guard rail é uma segurança que a rodovia nunca teve e se você pudesse ver em determinados pontos a que altura você está, passa a correr o risco de cair, dá vertigem só de olhar.

Nesse período de fim de ano só não tivemos mortes por conta do atendimento rápido dos serviços de socorro de Passa Quatro e Itanhandu, que trabalharam em conjunto em acidentes ocorridos na MG-158. Simples sinalização e proteções, como o guard rails, poderiam evitar vários destes acidentes e assim preservar vidas.

Os impostos cobrados dos proprietários de veículos que deveriam ser revertidos em estradas mais seguras provavelmente são usados de for¬ma errada, pois nessa estrada onde famílias são perdidas por conta de acidentes, não vemos o bom emprego dos impostos, que no início do ano vão engordar as contas de prefeituras e estados, onde o emprego dessas verbas possivelmente será usado para outros fins.

E enquanto isso mais um acidente grave pode estar acontecendo e vidas preciosas se perdendo nas curvas de uma rodovia.

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