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Minas Gerais tem primeiro caso confirmado de febre chikungunya

Paciente, de 48 anos, mora em Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte

Do R7

Transmissão é feita pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus (foto: reprodução)

Transmissão é feita pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus (foto: reprodução)

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou nesta segunda-feira (13) o primeiro caso de febre chikungunya no Estado. A paciente, de 48 anos, mora em Matozinhos, na região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a SES, a mulher não viajou para nenhum país onde ocorre a transmissão da doença, ou seja, ela contraiu a febre em Minas. Casos assim são chamados de autóctones.

A secretaria ainda investiga outras cinco suspeitas da febre chikungunya no Estado: além de Belo Horizonte, pacientes com os sintomas da doença vão passar por exames em Contagem, na Grande BH, Viçosa, na Zona da Mata, Coronel Fabriciano, na Vale do Rio Doce, e em Montes Claros, no norte de Minas.

Transmissão e sintomas

O vírus chikungunya é transmitido pela picada do mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus contaminados. Os dois mosquitos também são vetores da dengue.

A febre é uma doença semelhante à dengue. Os principais sintomas são febre alta, dor muscular, dor de cabeça e manchas pelo corpo. A diferença é que a doença pode provocar, passada a forma aguda, dores nas articulações que podem perdurar por meses e exigir o tratamento de fisioterapia.

Chikungunya, no entanto, não tem a forma hemorrágica. Por essa razão, mortes provocadas pela doença são mais raras. Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 4 de outubro, 211 casos de febre chikungunya foram registrados no Brasil, sendo 38 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Os outros 173 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP) e 156 no município de Feira de Santana (BA).

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