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Os voos vazios e os prejuízos da Malaysia Airlines

Voos da Malaysia Airlines estão vazios

Voos da Malaysia Airlines estão vazios (foto: divulgação)

Após duas grandes tragédias aéreas em que 537 passageiros e tripulantes perderam a vida em um período de quatro meses, a companhia Malaysia Airlines está acumulando prejuízos e operando, muitas vezes, com os assentos quase vazios.

Diversos usuários da companhia aérea têm recorrido às redes sociais para postar fotos em que as aeronaves e salas de embarque da Malaysia Airlines aparecem quase desertas.

Além disso, estudos e estimativas apontam para um prejuízo milionário aos cofres da companhia a cada dia de operação. “A empresa de aviação do sudeste asiático queima diariamente quase US$ 2,16 milhões de suas reservas [R$ 4,92 milhões]“, aponta o professor Oliver McGee, da Howard University, nos EUA. No fim das contas, o prejuízo diário da companhia acaba sendo, segundo McGee, de R$ 3,64 milhões.

Para tentar evitar o prejuízo, a companhia aérea vem reduzindo preços nas rotas que opera e fazendo ofertas. Aos agentes de viagem na Austrália — um dos principais roteiros da empresa —, por exemplo, a Malaysia Airlines aumentou de 6% para 11% a comissão oferecida.

Um levantamento feito pelo site Mashable também demonstrou que, em comparação com outras companhias aéreas, a Malaysia Airlines está cortando tarifas em quase 50%: o trecho entre Kuala Lumpur e Pequim, por exemplo, sai por US$ 238 (R$ 542); em outras empresas, roteiros similares não ficam por menos de US$ 500 (R$ 1.140).

“Revisão completa”

No dia 8 de março, o voo número MH370 da Malaysia Airlines desapareceu enquanto percorria a rota de Kuala Lumpur até Pequim, com 12 tripulantes e 227 passageiros a bordo. Algum tempo depois, em 17 de julho, o voo MH17 foi abatido enquanto sobrevoava o espaço aéreo ucraniano.

No início deste mês, o governo da Malásia anunciou uma restruturação financeira da companhia aérea. A “revisão completa”, em que um fundo de investimento estatal comprou US$ 436 milhões (R$ 992 milhões) em ações que ainda não possui da empresa, constitui uma tentativa de reavivar a Malaysia Airlines — que já operava deficitariamente anos antes das tragédias de 2014.

Embora detalhes da reformulação não tenham sido fornecidos, mudança de nome, da identidade visual da marca, cortes de rotas menos rentáveis e redução da folha de pagamento poderão ser realizadas.

Do Opera Mundi

 

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