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Jornal da Serra

Passa Quatro precisa priorizar parcerias para investir em qualificação de mão de obra

O profissional que atende o turista no comércio é, muitas vezes, o cartão de visita da cidade.

Por Petterson Rodrigues
Para o Jornal da Serra

Em um mundo cada vez mais globalizado e digital, mão de obra qualificada para atividades consideradas manuais, “menos tecnológicas”, está cada vez mais restrita e deficiente. É o que acontece, por exemplo, em cidades pequenas como Passa Quatro e em atividades para atendimento ao público no comércio.

Na edição passada do Jornal da Serra, dei meu testemunho em situações inoportunas vividas recentemente na cidade. Sou filho de Passa Quatro e meu relato é no intuito de contribuir com a melhoria local, e que, com isso, alcancemos um “lugar ao sol” no campo do ecoturismo.

Passa Quatro possui todas as condições naturais, o que é mais difícil, para ser uma cidade TOP no que diz respeito ao ecoturismo. É privilegiada pelas belas paisagens, formações da natureza e o clima, o que atrai cada vez mais pessoas para cidade. O que Passa Quatro perde para outras cidades relevantes no ecoturismo nos quesitos natureza, beleza e clima?

Porém, não se consegue dar um salto como “cidade turística” porque falta estrutura e preparo profissional. E será ainda que falta vontade e apoio político?

Mas para saltar, precisamos dar um passo de cada vez. É uma crítica pontual, de reflexão. Seria dar um passo na melhora no atendimento ao consumidor / turista.

E por que não atendê-lo da melhor forma possível? Com seriedade, educação, respeito, ciente de que ele é o cliente, que faz o seu negócio rodar, ir para frente. E enrolar o cliente é muito pior do que falar a verdade, mesmo que essa verdade gere um descontentamento, mas a verdade gera confiança, mesmo que essa verdade não seja a de melhor agrado. É isso que precisa mudar.

O que Passa Quatro perde para outras cidades relevantes no ecoturismo nos quesitos natureza, beleza e clima?

Se o atendente, o funcionário informa para o cliente que tal prato ficará pronto em 30 minutos, tem que ser em 30 minutos e não 40 minutos ou 1 hora. E é o que se vê em muitos estabelecimentos em Passa Quatro, já que ao informar o cliente, o que se quer é apenas “ganhar tempo” para atender todos os pedidos. Essa situação parece corriqueira e tratada com muita naturalidade em vários estabelecimentos. E que fique claro, isso não é isolado a Passa Quatro, outras cidades têm o mesmo problema. Basta observar.

E não vai ser assim que haverá evolução. Não é assim que atrairá e reterá clientes, turistas, chamará a atenção da mídia, mostrando que Passa Quatro é uma cidade diferenciada. E mesmo com toda dificuldade, nossa linda cidade consegue atrair público e negócios como as recentes gravações do filme Quase Memória, além de séries e propagandas. Esse é um indicador de que essa aconchegante cidade do Sul de Minas tem muito potencial para o turismo em geral.

Não se quer aqui dizer que está tudo errado, mas sim propor que se dê um passo. E daqui alguns anos, décadas, poder sentir que foram dados vários passos, ou seja, um belo salto.

E para melhorar no atendimento (o salto proposto) é preciso investir em treinamento, fazer parcerias com instituições e profissionais que possam agregar e melhorar a mão de obra local. O profissional que atende o consumidor e/ou turista é, muitas vezes, o cartão de visita da cidade. Atendendo mal, esse profissional cria uma barreira muitas vezes intransponível, ou seja, ele vai embora e é quase certo que não volta.

Aí deve entrar as parcerias: Sebrae, Associação Mineira dos Municípios, FIEMG, Associação Comercial de Passa Quatro, Sindicatos, Prefeitura Municipal, enfim, há diversas maneiras de se tentar construir uma realidade diferente e buscar melhorias.

Atendendo mal, esse profissional cria uma barreira muitas vezes intransponível, ou seja, ele vai embora e é quase certo que não volta.

Quer refletir mais de como é possível atender melhor? Veja algumas dicas de Ricardo M. Barbosa, especialista e diretor executivo da Innovia Training & Consulting sobre atendimento.

1 – Ser rápido e solícito com o cliente é uma necessidade para cativar o consumidor. O profissional deve ser treinado para atender a cada cliente como ‘o cliente dele’;

2 – O colaborador deve conhecer a fundo todos os detalhes do produto ou serviço que está oferecendo ou que o cliente está pedindo;

3 – É fundamental ter em mente que nunca é perda de tempo fazer demonstrações e prestar informações detalhadas;

4 – É importante que se crie identificação, assim, deixe que o cliente conheça a sua empresa, fazendo com que se tenha entendimento do que se está oferecendo;

5 – Ser verdadeiro é fundamental, tenha isso como preceito básico e exercite o perguntar mais do que falar;

6 – Todo cliente tem seu tempo, se ele estiver com pressa, seja ágil, se for moroso, mantenha-se tolerante, paciente e calmo;

7 – Só prometa prazos, horários e outros se realmente puder cumprir;

8 – Seja ético, íntegro e sincero com todos os tipos de clientes e conquiste para sempre sua confiança;

9 – Evite deixar o cliente esperando, se observar que irá demorar, pare por um instante o que está fazendo para dar um posicionamento pela demora;

10- Evite amadorismo e erros grosseiros de linguagem, isso vale tanto com atendimento pessoal como por telefone, busque reconhecer qual o estilo do cliente e adapte sua linguagem, se atente para nunca ser vulgar ou inconveniente;

11 – Cuidado com os valores ou mesmo produtos que serão apresentados, se o cliente sentir que estão tentando enrolar ou tirar vantagem na negociação ficará muito mais difícil.

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