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Sul de Minas

Peixe é usado no combate à dengue no Sul de Minas

Conhecido como lebiste selvagem ou barrigudinho, animal come larvas. Com 2,3 mil casos confirmados neste ano, Alfenas se preocupa com a dengue.

Artigo por G1
Foto: Reprodução EPTV
Peixes são colocados em tanques para evitar a proliferação do mosquito
Peixes são colocados em tanques para evitar a proliferação do mosquito

A cidade de Alfenas, no Sul de Minas, encontrou um novo aliado no combate contra a dengue: um tipo de peise que se alimenta da larva do mosquito. Conhecido como lebiste selvagem ou barrigudinho, o peixe é bem pequeno: mede apenas quatro centímetros, mas revelou-se uma arma importante no combate à dengue. Ele se alimenta das larvas deixadas pelo mosquito e interrompe o ciclo de reprodução do inseto. Na cidade, a prefeitura despeja o animal em piscinas sem uso e em tanques, onde não é possível larvecidas.

Com 2,3 mil casos de dengue confirmados somente neste ano, Alfenas é uma das cidades que mais se preocupam em combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. O aumento do número de casos alarma, já que no ano passado foram feitas apenas 270 notificações da doença.

“Ele é um animal que realmente se alimenta dessas larvas e pulpas. A vida dele, por exemplo, é em torno de um ano e meio, dois anos. É um animal pequeno, tem poucos centímetros, são 2, 3, 4 centímentos no máximo, no caso das fêmeas. O macho é um pouquinho menor. E a característica dele é sobreviver em locais com muita matéria orgânica e com uma quantidade de oxigênio um pouco mais reduzida do que outros peixes poderiam sobreviver”, explicou o biólogo Volmir Maida.

Ainda segundo o biólogo, o lebiste é um método de combate mais barato e ecológico, já que um peixe consegue comer até 100 larvas do mosquito. “Em alguns locais que a gente tem colocado, a eficácia dele é boa. Desde que não tenha interferências. A gente coloca em um determinado local, se as pessoas jogarem algum produto químico ou cobrirem o local, realmente pode ter a mortandade desses animais, mas ficando em um local praticamente ao natural, ele consegue sobreviver constantemente”.

Na empresa do Antônio Carlos dos Reis, o tanque é usado para lavar peças, mas a água parada sempre foi motivo de preocupação. “Se não tivesse os peixinhos, eu não poderia ter isso aqui. Teria que estar tampado”, comentou.

Já para o coordenador da Vigilância em Saúde, Denis de Oliveira Rodrigues, é importante também não descuidar do mosquito da dengue e das outras formas de prevenção, já que o peixe é usado onde os outros meios de combate não atuam.

“O controle biológico é uma medida alternativa nos lugares onde a gente não tem tanta condição de utilizar veneno ou fazer a eliminação do criadouro. A medida em casa é eliminar a água parada. Não deixar água nos pratos de plantas, vasos de plantas, eliminar a água das calhas, deixar caixas d’águas tampadas”, disse.

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