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PF apreende documentos na Câmara e Prefeitura de Três Corações, MG

Polícia Federal apreender documentos em Três Corações (foto: divulgação)

Polícia Federal apreender documentos em Três Corações (foto: divulgação)

A Polícia Federal esteve na semana passada na Prefeitura Municipal e na Câmara de Vereadores de Três Corações (MG). Segundo o delegado João Carlos Girotto, da Polícia Federal, foram apreendidos documentos da gestão de 2009 a 2012 que são alvo de investigação da Operação Metástase 57, desencadeada em dezembro do ano passado. Ainda segundo o delegado, os documentos são contratos e licitações suspeitos de superfaturamento. A documentação ainda vai passar por perícia e deve ser anexada ao inquérito da operação.

Metástase 57

A Operação “Metástase 57”, da Polícia Federal, prendeu 35 pessoas em dezembro de 2013, entre elas o ex-prefeito e o ex-vice-prefeito de Três Corações, Fausto Ximenes e Sergio Auad, o ex-presidente da Câmara Municipal, Altair Nogueira, empresários e ex-secretários do governo municipal. O grupo é suspeito de participação em um esquema de fraudes em contratos e licitações que pode ter desviado cerca de R$ 30 milhões dos cofres da Prefeitura de Três Corações.

Entre as irregularidades apontadas pela Polícia Federal, está o superfaturamento nos contratos e obras que foram pagas, mas não foram realizadas pelas empresas contratadas. Todos os detidos na operação “Metástase 57” já estão em liberdade.

As investigações da Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal começaram em maio de 2012 após denúncias de irregularidades em contratos feitos pela Prefeitura de Três Corações.  “Encontramos indícios de peculato e corrupção em contratos nas áreas de pavimentação, shows e eventos, limpeza urbana, transporte público, merenda escolar, artigos para escritório e mobiliário, aquisição de medicamentos, serviços de internet, aquisição de software, publicidade e locação de imóveis e obras contratadas pela prefeitura”, enumerou o delegado da Polícia Federal Leopoldo Soares Lacerda, durante coletiva de imprensa no dia 17 de dezembro de 2013.

Os 100 processos analisados estão relacionados a diversas áreas, entre elas saúde e educação. De acordo com as investigações, as empresas vencedoras das licitações pertenciam a funcionários da prefeitura ou tinham alguma ligação com os secretários municipais. “O que acontecia é que uma empresa de serviços era  contratada pela prefeitura, mas ela não executava o serviço. Ao invés disso, a própria prefeitura fazia o serviço, gerando mais custos, mas a empresa contratada recebia o valor pelo trabalho”, explicou Lacerda.

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