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Produtor comenta sobre queda de produção de café no Sul de Minas

Produtor fala da queda do café no Sul de Minas (foto: Globo Rural

Produtor fala da queda do café no Sul de Minas (foto: Globo Rural

A colheita do café arábica está terminando em Minas Gerais. Houve grande quebra principalmente por causa da estiagem. Nas cooperativas do sul do estado, os estoques estão menores que os mantidos no mesmo período do ano passado.

O café é a principal fonte de renda na propriedade do agricultor Guilherme Miranda, em Três Pontas, no sul de Minas Gerais. No ano passado, a lavoura de 250 hectares rendeu sete mil sacas. Um cenário diferente em relação a este ano. O produtor colheu apenas quatro mil sacas e teve de vender 70% dos grãos para cobrir os custos de produção.

A queda na produção e a necessidade dos produtores em vender provocaram diminuição dos estoques das cooperativas em relação ao ano passado. O preço da saca, em torno de R$ 450, também tem incentivado as vendas do café. Em três das principais cooperativas da região, os depósitos têm dois milhões de sacas. São 20% a menos do que em 2013.

Em uma cooperativa de Três Pontas, todo o estoque de 2013 chegou a 1,2 milhão de sacas. Praticamente não havia mais espaço em seis armazéns. Já agora, com a colheita quase finalizada, o que foi entregue, somado à safra remanescente, só chega a 850 mil sacas.

“A moeda do sul de Minas é café. Quando essa safra diminui, diminuem os recursos que giram em torno do comércio, da indústria, da prestação de serviço e na economia de um modo geral”, avalia Nivaldo Melo Tavares, diretor da Cooperativa de Três Pontas.

Segundo o presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, Archimedes Coli, com a safra menor e os estoques remanescentes praticamente esgotados, poderá faltar café para atender a demanda.

“Se nós levarmos em consideração que o Brasil tem uma demanda de 54 milhões de sacas durante o período de um ano, entre consumo interno e exportação, nós vamos ver que a safra que nós estamos colhendo agora de 45 ou 46 ou 47 milhões, porque os números também são divergentes, nós teremos um estoque exatamente para uma demanda de dez meses a 12 meses. Então, nos leva a conclusão que nós vamos chegar a safra de 2015 com os estoques praticamente zerados”, alerta Archimedes Coli Neto, presidente do Centro de Comércio do Café.

Do CCCMG

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