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Produtor perde uma tonelada de peixes em água poluída no Sul de Minas

Segundo agricultor, córrego estaria recebendo dejetos de laticínio da região. Amostras são analisadas e caso haja irregularidades empresa será punida.

Do G1

Produtores e moradores da zona rural de Extrema (MG), no Sul de Minas, estão preocupados com a poluição de um córrego, que segundo eles foi contaminado por dejetos de um laticínio da região. Por causa do problema, um agricultor chegou a perder uma tonelada de peixes.

Com a estiagem, o produtor rural Júlio Bento da Silva deixou de usar as águas das nascentes, que secaram e começou a utilizar a água represada do córrego, no entanto, uma fina camada branca tem sido vista sobre a água. “A água é usada nos dois tanques onde eu crio os peixes e nos últimos dias percebi que os animais estavam morrendo. Cheguei a perder uma tonelada e acho que foi por sujeira despejada do laticínio”, contou.

Diante do problema, um processo já foi aberto na Justiça contra a firma que possivelmente jogou os dejetos na água e um laboratório já foi contratado para analisar a qualidade da água.

Produtor perdeu uma tonelada de peixes em córrego (Foto: Edson de Oliveira/ EPTV)

Produtor perdeu uma tonelada de peixes em córrego (Foto: Edson de Oliveira/ EPTV)

Outro produtor da região, Eduardo Silvestre utilizada o córrego e percebeu o problema. “Eu fiz algumas fotos na última semana e dá para ver a espuma branca encobrindo o posto. Provavelmente são os dejetos do laticínio”, comentou.

O laticínio citado pelos produtores foi procurado e o dono, Leandro Rangel informou que os dejetos da empresa são tratados antes de serem despejados no córrego e que tudo é feito de acordo com as normais dos órgãos ambientais do estado.

Questionada, a assessoria do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos informou que o laticínio possui licença de operação  e que prevê lançamentos de efluentes em curso d´água, mas com tratamento prévio.

A assessoria informou ainda que a Superintendência Regional de Regularização Ambiental do Sul de Minas (Supram) está analisando as amostras de água do córrego e se for constatada a alteração, a empresa poderá ser autuada.

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