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Projeto quer plantar 67 mil árvores para recuperar áreas em Poços

Quase 90 hectares de área degradadas seriam recuperadas com projeto. Parceria entre DMAE e Jardim Botânico vai plantar mudas em 2015.

Do G1

Um projeto entre o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) e o Jardim Botânico de Poços de Caldas, no Sul de Minas, quer fazer o replantio de cerca de 67 mil árvores para recuperar áreas degradadas na cidade. Foram mapeados 1,2 mil hectares em busca dessas áreas, e entre elas, a Represa Saturnino de Brito, que abastece a cidade, é uma das escolhidas para que esse replantio aconteça. Ainda falta a aprovação pelo DMAE de um Termo de Cooperação entre o departamento e o Jardim Botânico para que o projeto seja colocado em prática, o que só deve acontecer em janeiro de 2015.

Durante um ano foram percorridos mais de 1,2 mil hectares em busca de áreas degradadas pela falta de vegetação. Ao todo, seis pontos de captação do DMAE de Poços de Caldas fizeram parte da análise, feita por uma equipe do Jardim Botânico. “Esse projeto, plantando essas árvores nativas, ele permite não só aumentar a quantidade de água como a qualidade, então vai repercutir no custo do tratamento de água e a vazão, que é extremamente pertinente nesses tempos de crise hídrica que a gente está sofrendo no Brasil”, explica o presidente da Fundação Jardim Botânico, Jorge Jabur.

Parceria entre DMAE e Jardim Botânico recupera áreas degradadas em Poços de Caldas (Foto: Marcelo Rodrigues / EPTV)

Parceria entre DMAE e Jardim Botânico recupera áreas degradadas em Poços de Caldas (Foto: Marcelo Rodrigues / EPTV)

A Represa Saturnino de Brito, de acordo com o relatório, é a mais afetada: numa área de 337 hectares, pelo menos 28 estão degradados. Além da represa, em uma área de 60 hectares, que equivale a 5% do perímetro estudado, foi constatada a necessidade de um trabalho de recuperação. Pra que isso seja possível, deverão ser plantadas quase 67 mil mudas de árvores.

Segundo o biólogo responsável pelo projeto, Gustavo Fonseca, o plantio vai evitar problemas como contaminação da água e deslizamentos de terra. “A importância da composição da cobertura vegetal nessas áreas facilita a capacidade de infiltração de água, que vai consequentemente alimentar os lençóis freáticos e também promove evitar o carreamento de partículas do solo, evitando o assoreamento e a contaminação das águas.”

Para que a intervenção seja colocada em prática, é preciso que o DMAE aprove um novo termo de cooperação com o jardim botânico, que ficaria responsável pelo plantio das mudas. “Ele pode ser feito parcial ou totalmente, dependendo do orçamento que foi destinado para essa questão ambiental, mas certamente será assinado”, promete Gilson de Souza Lopes, da assessoria de meio ambiente do DMAE de Poços de Caldas.

O DMAE afirmou ainda que só deve retomar as negociações com o Jardim Botânico para a assinatura do Termo de Cooperação a partir de 15 de janeiro, quando o orçamento para 2015 estiver definido.

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