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Quase 10% das aves brasileiras correm risco de extinção

ICMbio tenta monitorar e criar ações para diminuir o número de espécies em extinção, além de estudar o comportamento das aves migratórias

Por Petterson Rodrigues
Com informações do ICMbio

Mais de 1900 espécies de aves brasileiras estão distribuídas nas 313 Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e 160 delas estão em risco de extinção (8,4%), segundo o próprio ICMbio.

Neste domingo, comemorou-se o Dia das Aves e o Instituto realizou planos de ações em todo o Brasil para preoteger e recuperar as que estão ameaçadas de extinção. “O plano de ação nacional para conservação da arara-azul-de-lear, por exemplo, tem o objetivo de manter o crescimento populacional da espécie até 2017. Tal plano tem tido excelente implementação, onde a espécie apresentou status de ameaça rebaixado. Anteriormente era caracterizada como criticamente ameaçada de extinção e agora se encontra em categoria inferior”, explicou João Luiz Xavier do Nascimento, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave).

Há preocupação também das aves migratórias. Suas populações são consideradas mundiais e a responsabilidade pela sua conservação divide-se entre os diferentes países por onde as espécies viajantes passam. Chamadas de aves limícolas migratórias, possuem um plano de ação nacional específico. “Para comemorar os esforços realizados ao redor do mundo na conservação dessas aves, a partir deste ano, pesquisadores, instituições e observadores que cuidam dessas espécies tornaram o dia 6 de setembro como o Dia Mundial das Aves Limícolas Migratórias”, disse Nascimento.

Ave com anilha é estudada pelo Icmbio (foto: Icmbio)

Ave com anilha é estudada pelo ICMbio (foto: ICMbio)

Para as aves viajantes, são realizados no Brasil estudos com auxílio de marcadores – anilhas metálicas, coloridas ou geolocalizadores – afixados nas aves, normalmente na pernas. Todas as infornações e registros desses observadores contribuem com os cientistas para a compreensão das rotas e dos movimentos realizados pelas espécies.

Segundo o coordenador, o Cemave distribui há 30 anos as anilhas para marcação das aves migratórias e mantém o Sistema Nacional de Anilhamento (SNA), o maior do gênero na América Latina, que armazena e sistematiza as informações sobre as aves.

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