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Carrancas

Recuperação de Parque da Serra do Cipó, em MG, pode durar até 10 anos

Cerca de 25% da reserva foi totalmente destruída pelas chamas

Do Hoje em Dia

Será preciso cerca de 10 anos para que algumas partes do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região Central de Minas Gerais, se recupere dos incêndios ocorridos neste mês, segundo o chefe da unidade de conservação. Cerca de 25% da reserva foi totalmente destruída pelas chamas. Porém, a real extensão dos danos ainda será calculada.
A previsão para a reabertura do Parque é para o próximo dia 30 de outubro. No entanto, a liberação dependerá da avaliação de segurança da reserva.

Segundo Flávio Cerezo, o último foco de incêndio dentro e no entorno do Parque da Serra do Cipó foi extinto na última segunda-feira (20) e a chuva que caiu nesta terça-feira (21) fez o trabalho de rescaldo. Agora, o trabalho será de análise e recuperação.

“Foi um dos piores que já ocorreram em toda a região. Tivemos mortandade de fauna, mas ainda não sabemos o quanto. Vamos fazer agora um trabalho de perícia, para saber a extensão dos danos. Dependendo da vegetação, a recuperação varia. Pode ocorrer em um tempo curto, como dois anos, ou demorar mais, até 10 anos”, afirmou Cerezo.

Incêndio devastou reserva pertencente ao Parque Nacional Serra do Cipó (foto: Jorge Luiz Davis)

Incêndio devastou reserva pertencente ao Parque Nacional Serra do Cipó (foto: Jorge Luiz Davis)

O chefe do parque afirma que há indícios que houve participação humana no início dos focos de incêndio. Ele diz que só houve um relado de chamas causadas por um raio. “São casos onde fogo começou em na beira de estrada ou locais onde já tinha sido apagado, em ações como renovação de pasto, queima de capim e queima de lixo. Mas só a perícia poderá dizer”, avaliou Flávio.

O chefe do Parque enfatizou o trabalho feito pelos brigadistas, que conseguiram salvar 75% da reserva. “Várias vezes o combate era humanamente impossível, nem aeronaves conseguiam ajudar devido condições climáticas e o relevo. Era um verdadeiro inferno. Serras inteira queimada, chamas altas. A medida que o fogo avançava dava tristeza, ficávamos sem ação. Em outras situações, os combatentes davam o sangue”, afirmou.

Flávio Cerezo diz que o trabalho agora será de manutenção de equipamentos e reorganização das equipes. “Para o próximo ano, daremos continuidade ao incremento das ações preventivas, como a implantação de aceiros, bases de apoio e mirantes para observação de focos. No entanto, muitas vezes é impossível fazer o combate. Não depende só de equipamentos e pessoal. Se fosse, não haveria enormes incêndios nos Estados Unidos também”, declarou o chefe do parque.

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