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Represa de Furnas registra pior nível desde a crise do apagão

O reservatório está apenas cinco metros acima do mínimo e a usina opera com 20% de sua capacidade

Do Clic Folha

A represa de Furnas, no Sul de Minas, registrou o pior nível de setembro desde a crise do apagão, registrada em 2001. O reservatório está apenas cinco metros acima do mínimo e a usina opera com 20% de sua capacidade. O patamar da represa está em 755 metros em relação ao nível do mar, muito perto de bater o recorde de baixa, em dezembro de 1999, quando chegou a pouco menos de 752 metros.

Furnas Centrais Elétricas garante que, apesar do nível baixo, não há risco de vir a ser prejudicada a geração de energia. Entretanto, percorrendo o Lago de Furnas, vê-se o quanto ele diminuiu e os prejuízos para dezenas de municípios de Minas Gerais. Os números do Operador Nacional do Sistema (ONS) comprovam a situação que, mesmo não afetando a operação, é crítica também para o sistema energético.

Volume útil da Represa de Furnas está abaixo de 30% (foto: divulgação)

Represa opera com 20% da sua capacidade (foto: divulgação)

O reservatório de Furnas opera neste final de semana com 20,09% de sua capacidade, bem menos que os 53% em igual período do ano passado. Em outras usinas, a situação também é crítica e muito diferente de anos anteriores – e isso apesar da liberação da represa Mascarenhas de Moraes, em Ibiraci. Após uma disputa na Justiça entre o governo federal e cidades que serão prejudicadas, a represa da usina teve a água liberada para ajudar as outras hidrelétricas próximas.

O resultado foi que, em menos de um mês, o reservatório de Mascarenhas de Moraes, que tinha 70% de sua capacidade, foi a 37%. E, ainda assim, as outras usinas do Lago de Furnas tiveram sua situação apenas amenizada. Hoje, a usina de Marimbondo opera com 23% e Água Vermelha está em 15%.

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