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Represas recuperam volume de água e trazem esperança em MG

Em Poços de Caldas, níveis das represas já atraem turistas para a cidade. Na Represa de Furnas, volume útil era de 27,36% até o domingo (17).

Represa subiu de nível em Poços de Caldas

Represa subiu de nível em Poços de Caldas (Foto: Reprodução/EPTV)

Após um período de estiagem que deixou os reservatórios de várias represas baixos, houve uma recuperação em Poços de Caldas, no Sul de Minas, o que trouxe alívio diante dos riscos de desabastecimento do último ano. A Represa do Cipó, que é a principal fonte de abastecimento do município, está com 99% de sua capacidade preenchida.

A situação atual em nada lembra a de outubro de 2014, quando a represa estava 7,5 metros abaixo do nível normal. Agora, a régua indica 4 metros acima. O resultado, segundo o assessor ambiental do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Gilson Lopes de Souza, é resultado de um trabalho emergencial para evitar a falta de abastecimento no município.

“Hoje isso representa uma conquista, porque esse volume há anos não conseguimos acumular”, disse Souza.

Já na Represa Saturnino de Brito o cenário também era desolador. A quantidade de água que entrava no reservatório chegou a ser de 155 litros por segundo, cerca de 30% a menos que em períodos de cheia. A falta de chuva fez surgir bancos de areia e o solo estava rachado e seco. Entretanto, poucos meses depois, a paisagem já mudou bastante. Onde antes era possível caminhar até 150 metros em bancos de areia da represa por causa da seca, hoje está repleto de água.

Na Represa do Bortolan, a presença de animais como patos também é sinal de que a rotina se normalizou. Os tradicionais pedalinhos também já estão operando, após terem ficado parados, assim como as embarcações. Agora, com o visual recuperado, os turistas já são novamente atraídos.

“É muito bacana, são aquelas imagens que a gente guarda, e quer voltar. Isso é muito bom”, disse Valéria Ambrósio.

Para os comerciantes do entorno, a subida no nível é motivo de comemoração. “Já prevejo um aumento de 40% no movimento do restaurante. Fica tudo muito mais bonito, o turista fica mais feliz, fica perfeito”, disse Sueli Catto, proprietária de um estabelecimento às margens da Represa Bortolan.

População em alerta

Segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), a estiagem de 2014 serviu para dar um alerta à população sobre a importância de se mudar de hábitos e colaborar sempre com a economia para que o impacto da falta de chuva seja menor nas próximas vezes.

Já o Departamento Municipal de Eletricidade (DME) alerta que ainda não tem utilizado a água para gerar energia, portanto, mesmo com os reservatórios cheios, é importante manter a economia.

“Vamos entrar agora em um período de baixo volume de chuva, portanto, não podemos abusar. Nós até agradecemos a parte do DME que deixou de gerar energia elétrica, para usar esse volume para abastecimento público”, acrescentou Souza.

Furnas

O nível da Represa de Furnas também tem melhorado aos poucos e trazido mais esperança aos comerciantes que trabalham ao longo da represa. Além disso, as cidades e pescadores do entorno também estão otimistas.

Em Fama, no Sul de Minas, segundo a Somar Metereologia, a expectativa é boa, já que choveu 41 milímetros somente nos primeiros 15 dias do mês na microrregião, quando a média história para o mês todo é de 42 milímetros. E tem mais previsão de chuva para este mês. Ainda de acordo com a Somar, é possível que chuva mais de 10 milímetros, totalizando 51 centímetros em maio.

O nível do lago de Furnas é medido de acordo com o nível do mar e no primeiro dia de maio estava com 756,62 metros acima e 25,84% do volume útil para a geração de energia. Já no dia 17 de maio, o nível tinha subido 32 centímetros, chegando a 27,36% do volume.

Do G1

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